sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Internet e a Impessoalidade



Pelo menos nos últimos 20 anos o mundo tem passado por diversas transformações e neste texto quero tratar sobre a impessoalidade que a internet pode causar nas pessoas. De fato, a cada dia que se passa somos prisioneiros da tecnologia. Nossos filhos já saem da barriga da mãe com um tablet, notebook/netbook e ipod na mão. Um grande exemplo disso é meu sobrinho de 8 anos que pediu de amigo oculto um tablet! E pensar que eu com 8 anos estava sonhando com uma bola de couro para brincar com meus amigos. Por isso e dentre outros interesses resolvi escrever este pequeno texto.

Cada geração tem seus objetos de consumo, mas acredito que este é um dos piores. Não conseguimos sair de casa sem o celular, passamos o dia inteiro pensando em olhar o email, não conseguimos ficar sem assistir televisão, não passamos muito tempo sem usar aquele aparelho que toca cerca 5 mil músicas e muito menos sem utilizar a internet. Com isso, é possível observar quanto somos dependentes da tecnologia. Porém, não podemos deixar de destacar como esse tipo de tecnologia pode nos auxiliar no dia-a-dia. A quantidade de informação que podemos receber e transmitir em um único dia é enorme e, temos que reconhecer que sendo utilizado da maneira correta é de grande importância. Um exemplo disso, foram as noticias do Japão ao vivo em tempo real sobre a explosão de um usina nuclear, ou até mesmo não esperar 1 mês para se chegar uma correspondência, mas pode ser enviada e recebida em segundos. As mídias sociais foram feitas para aproximar as pessoas que, por falta de tempo ou distância, são obrigadas a se relacionar pela internet e essa ferramenta por sua vez é executada de forma positiva.

Dessa forma, reconheço que a internet tem o seu papel de importância para nós pós-modernos, porém também entendo que as pessoas passaram a ser impessoais. Como a internet tem o poder de cobrir o rosto das pessoas, estas por sua vez podem fazer qualquer coisa que na vida real não teriam coragem de executar. Logo, os usuários da internet assumem um posicionamento de dupla personalidade, ora na vida real ora no irreal. Acredito que a consequência seja a falta da verdadeira identidade do individuo,ou seja, não somos o que realmente somos. Qual será nossa verdadeira identidade? Será que temos orgulho do que realmente somos? Acredito que não.

Portanto, estamos perdendo o sentimento, o respeito pelo próximo e o amor, que é uma das características que mais nos diferencia do mundo irracional. O que mais me incomoda é assumir que também estou inserido neste contexto e que a cada dia que passa vou me infectando por esse mal. Minha vontade é morar em um lugar sossegado, onde possa me desintoxicar e criar meus filhos em um ambiente saudável. Mas como viver em um mundo que é ditado pela tecnologia? Se não utiliza-la vou sendo rejeitado pela sociedade... Então minha única escolha é permanecer intoxicado e me direcionar para os centros de reabilitação (natureza) de tempos em tempos.

Quero ser internado o mais rápido possível!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pois nem terra, nem coração existem mais...



Acho que o universo tem conspirado para que eu escute sobre mineração, pois no último mês participei de um curso de três dias sobre biodiversidade em áreas de mineração e o desafio da sustentabilidade, depois na disciplina Introdução a Geodiversidade analisamos alguns casos de mineração e por fim, ontem fui a um seminário sobre os impactos da mineração na cidade de Congonhas. De fato, percebo que esse assunto está em voga na academia e nos principais meios de comunicação do país e por isso resolvi falar um pouco sobre a atividade.

O Brasil detêm um dos maiores patrimônios minerais e é um dos maiores produtores e exportadores de minério de ferro do mundo. Sua capacidade mineral se dá pelo fato da formação do continente Sul Americano (Principalmente o Brasil) ser privilegiado em ferro, bauxita (alumínio), manganês e nióbio. A produção mineral brasileira recebeu no ano de 2010 cerca de U$ 50 bilhões. De fato, o mundo está cada vez mais dependente de minerais, tanto para a indústria quanto para o ramo alimentício. Pesquisam apontam que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de municípios é na maioria das vezes influenciado pela atividade mineradora. Assim, observa-se como a mineração gera renda e “desenvolvimento” para uma determinada localidade. De fato, pesquisas apontam que esta atividade é altamente degradante para o meio ambiente, tanto no quesito perfuração, contaminação da água e atmosfera, diminuição da biodiversidade da região quanto no quesito transporte, indústria, desigualdade, poluição visual e etc. O que acontece é que nem mesmo o Brasil possui uma política eficiente que possa internalizar as externalidades. Para comparar, o Chile arrecada cerca de 8 a 10% de royalties da mineração, em contra partida o Brasil arrecada 1%. O pior é estarmos enriquecendo o capital estrangeiro e perdendo grande quantidade de capital natural.

Como pode-se verificar a atividade gera bilhões de reais para o país, porém é altamente degradante. Será mesmo que o dinheiro vale mais apena que manter reservas naturais? Será que existe substância que possa substitui-los? Ou será que devemos mudar nosso padrão de vida frear o consumo? Acredito é que se nada for feito, o Planeta não suportará mais e chegará o fim do período antropoceno. Devemos controlar  a demografia mundial e investir no que realmente interessa que é a vida ou entraremos em extinção... Mas como tudo no Planeta é um ciclo, se partimos da visão cientifica, voltaremos a existir daqui alguns milhões de anos. Então, vamos consumir?

O maior trem do mundo

O maior trem do mundo
Leva minha terra
para Alemanha
leva a minha terra
para o Canadá
leva a minha terra
para o Japão.
*
O maior trem do mundo puxado por cinco locomotivas à óleo diesel
engatadas geminadas desembestadas
leva o meu tempo, minha infância, minha vida
triturada em 163 vagões de minero e destruição.
O maior trem do mundo
transporta a coisa mínima do mundo
meu coração itabirano.
**
Lá vai o maior trem do mundo
Vai serpenteando, vai sumindo
E um dia, eu sei, não voltará
Pois nem terra, nem coração existem mais.

Carlos Drummond de Andrade, 1984

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Vivendo e aprendendo



Há alguns dias tenho pensado na natureza, meio ambiente, biodiversidade, planeta Terra,mercado de trabalho, seres vivos e não vivos. De acordo com minhas leituras e reflexões sobre estes temas, meus pensamentos têm mudado a cada dia. A faculdade, trabalho, estudos e a vida, propriamente dita, me ensinam que nem tudo nessa vida é tão romantizado como pensava a alguns anos atrás. Esse texto tem como objetivo mostrar como a “vivência” pode modificar atitudes, pensamentos e maneira de enxergar a vida.

Quando pensei em estudar de verdade para o vestibular, me interessei bastante na área da Geografia, pois tinha um excelente professor que transformava a didática em verdadeira arte. Porém a geografia não vingou e as Ciências Socioambientais foi um tiro no escuro, na tentativa de buscar um profissional mais ativo no campo. O ingresso na faculdade foi uma das maiores transformações da minha vida, pois tudo que havia imaginado seria colocado em prática e iria estudar somente aquilo que mais me agradava. Mas de fato, a vida não segue a mesma ordem que imaginamos e descobri que tudo aquilo que eu havia construído na minha mente não foi seguido. A vida, o meio ambiente, as crenças, os seres, os poderes, os elementos, as filosofias, os pensamentos, a natureza e as ciências foram tomando certas formas e sendo consolidadas. Acho que minha ingenuidade e interpretação, que tem grande culpa o sistema de ensino brasileiro, me fez sofrer nos primeiros meses de faculdade. Pensamos que todas as coisas possuem suas caixinhas e seguem uma ordem lógica, mas a realidade é bem diferente do que pensamos. Todas as ciências se relacionam de forma muito mais complexa do que imaginamos e esse fato faz da vida uma das coisas mais espetaculares do universo.

Quando levei o impacto dos primeiros meses de faculdade, achei que havia aprendido tudo sobre a desconstrução do romantismo, porém quando vamos a campo e temos que colocar toda a teoria que aprendemos em prática, identificamos que as relações também são muito mais complexas do que imaginamos. Minha experiência no meu trabalho atual tem me mostrado que a implementação de um sistema de qualidade, que tem como base a educação ambiental, não é simplesmente coleta seletiva, economia de água, luz e poluição sonora, mas envolvem outros agentes que fazem desse processo muito mais complexo. Construir uma imagem ecológica para uma empresa e transformar seus agentes em sujeitos ambientalmente conscientes, que fazem parte de diversas classes sociais exige um grau de complexidade bem elevada. A burocracia, o capital cultural, a liberdade e os paradigmas dificultam ainda mais esse processo.

Portanto, concluo que a cada dia que se passa aprendemos um pouco mais sobre como as coisas funcionam nessa vida. A prática nos ensina muitas coisas, mas as teorias possuem um papel de grande importância na construção do pensamento humano. Dessa forma, se afirmarmos que somente a “vivência”  transforma o pensamento humano, devemos de fato viver para aprender.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sobre felicidade, pobreza, crescimento e vontade de Deus



Quando voltei da minha lua de mel, logo me deparei com a realidade nua e crua composta de morte, trabalho, responsabilidades, desligamento de vínculos afetivos, crescimento e também muito amor. Sei que esses elementos fazem parte para o nosso crescimento, mas por que dói tanto? Por que a realidade é tão fria e sem sentimentos? Por que é importante crescer?

Para começar estava eu e minha esposa em Maceió/AL, lugar abençoado por Deus pelas belezas naturais e culturais. Foram os 6 dias mais felizes da minha vida, pois estava ao lado da pessoa que eu amo em um lugar paradisíaco.  Essa fusão de elementos fazem o lugar ficar dez vezes mais bonito do que já é... Também foi nossa primeira viagem sozinhos, também foi a primeira vez que andamos de avião, havia 7 anos que eu não chegava perto do mar e também nunca tinha comido tapioca. Foi a viagem mais inesquecível da minha vida, mas com o passar do tempo passei a ver o lugar com outros olhos. Percebi que as belezas naturais são quase artificiais, pois o que me pareceu é que apenas os turistas e as pessoas com poder aquisitivo podem usufruir dessa beleza. Nunca vi tanta pobreza na praia e nas ruas da cidade, não de casas e ruas em si, mas nas pessoas propriamente dito, nos olhares e gestos.

Nos despedimos de Maceió/AL e voltamos para Belo Horizonte com o intuito de realizar a mudança o mais breve possível, pois já estávamos com quase tudo em caixas e preparado para levar a casa nova. Porém, o choque de realidade logo bateu! Tivemos que instalar chuveiro, gás, lâmpadas, limpar a casa inteira, montar móveis, fazer compras e principalmente gastar muito dinheiro para ter um pouco mais de conforto. Em poucos dias voltamos a estudar e uma noticia me abalou completamente, onde eu descobri que um grande professor que eu tive a honra de assistir suas aulas por 1 ano inteiro faleceu em um acidente de carro. Essa perda foi muito sofrida e até hoje eu não paro de pensar nele nem por um segundo. Após essa perda lastimável, fiquei me questionando como a morte nos ronda todo o tempo... Ano passado um grande amigo meu morreu, alguns anos antes minha vó também vinha a falecer, o pai de um amigo meu morreu tem poucos dias e esses dados não param por ai. Quando eu era criança não me lembro de tanta morte assim, porém quando a gente cresce perece que esses fatos passam a se repetir cada vez com mais frequência. Pessoas dizem que esses fatos existem para a gente crescer e que fazem parte do nosso amadurecimento natural. 

Assim, chego a conclusão que crescimento é sofrimento. A lua de mel e toda felicidade que eu tive em Maceió é apenas a preparação para o sofrimento que eu teria que presenciar em Belo Horizonte. Acho que a vida oscila dessa forma, momentos alegres e logo em seguida momentos de tristeza para o "tal" crescimento natural. Será que sofrer é tão necessário assim? Será que crescer também é importante? Dessa forma pensamos que o não crescer pode ser a melhor saída... Porém, o crescimento quem dá é Deus e isso independe de nossa vontade.

Que Deus faça a sua vontade em nossas vida...

Fotos de Maceió:




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cansei desse marasmo



Definitivamente me cansei do asfalto! Em toda a minha vida afirmei que a cidade era a melhor escolha para mim,  pois dentro dela eu tenho tudo que eu necessito. Porém, estou presenciado um desenvolvimento totalmente contra a natureza. No meu bairro, por exemplo, quase toda semana eu vejo os funcionários da CEMIG cortando árvores para melhorar a transmissão de energia, ou o prédio ao lado que cortou cerca de 4 árvores para transformar em bancos e isso também inclui o meu prédio que cortou 3 palmeiras de quase 30 anos por que as folhas eram pesadas e poderiam machucar alguém. Esses exemplos são os "menos" degradantes, pois não citei ainda as obras do Mineirão que derrubou quase por completo todas as árvores do estacionamento e também o viaduto que vai ligar a Antônio Carlos ao Mineirão e derrubou boa parte da mata da UFMG em troca de estacionamento para a universidade.

Diante dessa situação, percebo que eu não quero mais essa urbanização destruidora. Cansei de ver árvores sendo destruídas para maior conforto de nós urbanos. Não quero mais compactuar com essas destruições de causas banais. Se pararmos para pensar e analisarmos que as árvores tem um poder essencial para a manutenção da biodiversidade, tenho certeza que não derrubaríamos tanto para aumentarmos a urbanização. As árvores abrigam diversas especies de formigas, fungos, bactérias, pássaros, mamíferos, oferece sombra, equilibra de certa forma a temperatura de uma micro-região, libera oxigênio e ainda tem o poder de armazenar carbono. A partir disso, qual o sentido de acabar com as árvores? Se continuarmos assim, vamos diminuir toda essa biodiversidade e consequentemente piorar nossa qualidade de vida.

Portanto, quero fugir desse marasmo e ir para um lugar onde tenha tranquilidade, horta, cachorro, plantas, ar puro e principalmente árvores. Cansei dessa urbanização, cansei do estresse da cidade grande, cansei desse ar poluído, cansei desse apartamento, cansei do asfalto, cansei do concreto... Cansei daqui! Como diz Elis Regina: "Eu quero uma casa no campo, Onde eu possa ficar no tamanho da paz. [...] Eu quero o silêncio das línguas cansadas. [...] Eu quero plantar e colher com a mão, a pimenta e o sal [...] Onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, E nada mais.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Recordar é Viver!


Através de um incenso que mexeu com meu estado de espirito, essa música surgiu em minha mente de forma inexplicável...  Fiquei imaginando como o cheiro tem esse poder.
É possível lembrar de muita coisa apenas quando se sente um cheiro por um breve momento. As vezes consigo me lembrar de coisas da infância, como por exemplo, o cheiro do armário da minha madrinha quando eu tinha uns 5 anos, o cheiro de café sendo torrado na roça ou até mesmo o cheiro do cangote da minha avó. Me lembro do cheirinho do cobertor quando eu morava em Ouro Branco.... Que saudade!
Cheiro é uma coisa tão marcante...
Acho que esse momento também vai ficar marcado em minha memória, escutando Caetano Veloso com um maravilhoso incenso Indiano.
Recordar é viver!

Sampa

Caetano Veloso


Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

domingo, 26 de junho de 2011

Brasil vai defender sustentabilidade... Como assim?



O Brasil vai defender a fixação de metas globais para o desenvolvimento sustentável na Rio+20, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento sustentável. No encontro de chefes de Estado, que acontecerá no Rio de Janeiro, em maio e junho do ano que vem, o país vai propor um compromisso mundial para o cumprimento de um novo tipo de Metas do Milênio, só que ambientais.
As Metas do Milênio foram acordadas por todos os países-membros da ONU em 2000. Elas estabelecem oito objetivos a serem cumpridos até 2015 com o intuito de garantir melhores condições de vida à população global. Fazem parte das metas a erradicação da pobreza extrema, a promoção da igualdade entre os sexos e o combate à aids, por exemplo.
A proposta do Brasil é construir um novo pacto entre todos os chefes de Estado do mundo em 2012. Durante a Rio+20, diplomatas brasileiros vão negociar o estabelecimento de metas gerais de desenvolvimento sustentável que possam pautar políticas individuais relacionadas à geração de energia, hábitos de consumo e outros temas ligados à sustentabilidade.
A ideia desse novo pacto foi apresentada nesta terça-feira 21 pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, negociador brasileiro nas discussões sobre mudanças climáticas, em uma reunião preparatória da Rio+20, realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, a iniciativa do acordo surgiu na Colômbia e será levada à frente pelo Brasil, que presidirá a conferência.
“Essa é uma ideia de que nós gostamos muito, que vamos apoiar”, afirmou Corrêa Lago. “Depois, nós vamos negociar e ver que tipos de metas de desenvolvimento sustentável nós podemos desenvolver e também se há um acordo em torno disso.”
O embaixador disse que alguns países, além do Brasil e da Colômbia, já discutem a criação das metas de desenvolvimento sustentável. Ele explicou também que essas metas seriam um compromisso político, igual para todos os países e não seriam usadas para punir quem não as cumpre, mas como incentivo à sustentabilidade. As metas também não substituiriam os acordos internacionais para redução de emissão de gases causadores de efeito estufa e de combate às mudanças climáticas.
O embaixador admite, no entanto, que a proposta pode não avançar durante a conferência no Rio de Janeiro. “Alguns países temem que isso [as metas] seja um peso a mais.” Na esperança de que a proposta do estabelecimento de metas ambientais seja aprovada, Lago ressaltou que compromissos assim fazem com que governo, iniciativa privada e população trabalhem juntos para o desenvolvimento de uma economia verde.
O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que já foi negociador do Brasil nas conversas diplomáticas sobre mudanças climáticas, também acredita que não será uma tarefa simples estabelecer as metas de sustentabilidade. Ele, contudo, acredita que elas serão muito importantes para a definição de uma nova forma de desenvolvimento para o mundo. “Não é simples, nem fácil. Mas é possível”, disse. “Nós temos que ter metas globais, gerais, que deem uma direção à economia verde.”

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasil-quer-incluir-desenvolvimento-sustentavel-nas-metas-do-milenio


----


O que não da para entender é como um país que aprova um código florestal totalmente contra a natureza, libera a permanência do canteiro de obras em Belo Monte que não existe em lei, logo após autoriza a construção da hidrelétrica com inúmeras irregularidades e ainda vêm com esse papo de defender a sustentabilidade? Dá para entender?
O dinheiro move o mundo...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fiodor Mikhailovich Dostoievski



Aqui vai uma das minhas maiores paixões por literatura...  

Fiodor Mikhailovich Dostoievski foi uma das maiores personalidades da literatura russa, tido como fundador do Realismo.


Sua mãe morreu quando ele era ainda muito jovem e seu pai, o médico Mikhail Dostoievski, foi assassinato pelos próprios colonos de sua propriedade rural em Daravoi, que o julgavam autoritário. Esse fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski e motivou o polêmico artigo de Freud: "Dostoiévski e o Parricídio".




Em São Petersburgo, Dostoiévski estudou engenharia numa escola militar e se entregou à leitura dos grandes escritores de sua época. Epilético, teve sua primeira crise depois de saber que seu pai fora assassinado. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac ("Eugénie Grandet"). No ano seguinte escreveu seu primeiro romance, "Pobre Gente", que foi bem recebido pelo público e pela crítica.




Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1o e passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk e mais cinco como soldado raso. Descreveu a terrível experiência no livro "Recordações da Casa dos Mortos" e em "Memórias do Subsolo".


Suas crises sistemáticas de epilepsia, que ele atribuía a "uma experiência com Deus", tiveram papel importante em suas crenças. Inspirado pelo cristianismo evangélico, passou a pregar a solidariedade como principal valor da cultura eslava. Em 1857 casou-se com Maria Dmitrievna Issaiev, uma viúva difícil e caprichosa. Dois anos depois retornou a Petersburgo. Em 1862 conheceu Polina Suslova, que viria a ser o seu romance mais profundo. Em 1864, viúvo de Maria, terminou seu caso com Polina e em 1867 casou-se com Anna Snitkina.

Entre suas obras destacam-se: "Crime e Castigo", "O Idiota", "O Jogador", "Os Demônios", "O Eterno Marido" e "Os Irmãos Karamazov".

Publicou também contos e novelas. Criou duas revistas literárias e ainda colaborou nos principais órgãos da imprensa russa.

Seu reconhecimento definitivo como escritor universal surgiu somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: "O Idiota" e "Crime e Castigo". Seu último romance, "Os Irmãos Karamazov", é considerado por Freud como o maior romance já escrito.



Obra Completa:


Romances

  • 1846 - Bednye lyudi (Бедные люди); Em Português: Gente Pobre
  • 1846 - Dvoinik (Двойник. Петербургская поэма); Em Português O Duplo: Poema de Petersburgo
  • 1849 - Netochka Nezvanova (Неточка Незванова); Em português: Niétochka Nezvánova
  • 1859 - Dyadyushkin son (Дядюшкин сон); Em Português: O Sonho do Tio, ou O Sonho de Titio, ou o Sonho do Príncipe
  • 1859 - Selo Stepanchikovo i ego obitateli (Село Степанчиково и его обитатели); Em Português: Aldeia de Stiepantchikov e seus Habitantes ou A vila de Stepanhchikov e seus habitantes.
  • 1861 - Unijennye i oskorblennye (Униженные и оскорбленные); Em Português: Humilhados e Ofendidos
  • 1862 - Zapiski iz mertvogo doma (Записки из мертвого дома); Em Português: Recordações da Casa dos Mortos ou Memórias da Casa Morta
  • 1864 - Zapiski iz podpolya (Записки из подполья); Em Português: Memórias do Subsolo, Notas do Subterrâneo, A Voz do Subsolo, Cadernos do Subsolo
  • 1866 - Prestuplenie i nakazanie (Преступление и наказание); Em Português: Crime e Castigo
  • 1867 - Igrok (Игрок); Em Português: O Jogador
  • 1869 - Idiot (Идиот); Em Português: O Idiota
  • 1870 - Vechnyj muzh (Вечный муж); Em Português: O Eterno Marido
  • 1872 - Besy (Бесы); Em Português: Os Demônios ou Os Possessos
  • 1875 - Podrostok (Подросток); Em Português: O Adolescente
  • 1881 - Brat'ya Karamazovy (Братья Карамазовы); Em Português: Os Irmãos Karamazov

Novelas e contos

  • 1846 - Gospodin Prokharchin (Господин Прохарчин); Em Português: Senhor Prokhartchin
  • 1847 - Roman v devyati pis'mahh (Роман в девяти письмах); Em Português: Romance em Nove Cartas
  • 1847 - Khozyajka (Хозяйка); Em Português: A Senhoria ou A Dona da Casa
  • 1848 - Polzunkov (Ползунков); Em Português:Pol'zunkov
  • 1848 - Slaboe serdze (Слабое сердце); Em Português: Coração Fraco
  • 1848 - Tchestnyj vor (Честный вор); Em Português: O Ladrão Honesto
  • 1848 - Elka i svad'ba (Елка и свадьба); Em Português: Uma Árvore de Natal e Uma Boda
  • 1848 - Tchujaya jena i muj pod krovat'yu (Чужая жена и муж под кроватью); Em Português: [[O homem debaixo da
cama] ou A Mulher Alheia e o Homem Debaixo da Cama
  • 1848 - Belye nochi (Белые ночи); Em Português: Noites Brancas
  • 1849 - Malen'kij geroi (Маленький герой); O Pequeno Herói
  • 1862 - Skvernyj anekdot (Скверный анекдот); Uma História Suja ou Uma História Lamentável
  • 1865 - Krokodil (Крокодил); Em Português: O Crocodilo
  • 1873 - Bobok (Бобок); Em Português:Bóbok
  • 1876 - Krotkaia (Кроткая); Em Português: Uma Criatura Gentil, também A Dócil, A Meiga, Ela era doce e humilde e Ela.
  • 1876 - Mujik Marej (Мужик Марей); Em Português: O Mujique Marei
  • 1876 - Mal'chik u Hrista na elke (Мальчик у Христа на ёлке); Em Português: Uma Árvore de Natal e Uma Boda
  • 1877 - Son smeshnogo tcheloveka (Сон смешного человека); Em Português: O Sonho de um Homem Ridículo

Não ficção

  • 1863 – Ziminie Zamietki o lietnikh vpyetchatleniiakh (Зимние заметки о летних впечатлениях); Em Português: Notas de Inverno sobre Impressões de Verão
  • 1873 – 1878 Dnievnik pissatelia (Дневник писателя); Em Português: Diário de um Escritor

Cartas

Suas cartas foram publicadas postumamente em antologias diversas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sentimentos



Por que temos sentimentos? Acho que às vezes devemos ser duros como concreto e não ser abalados por nada. Acho que se fossemos assim, sofreríamos menos e viveríamos melhores. Sei que os seres humanos são os únicos que têm essa característica tão peculiar, mas às vezes gostaria de ser um animal inabalável. Sofremos com o bem, sofremos com o mal... Choramos de alegria e também de dor. Por que somos assim? Por que Deus nos fez assim? Por que diferenciamos dos outros seres?

Às vezes antes de dormir imagino como seria bom se não fossemos apegados com as coisas e com os outros... Imagina se o mundo fosse assim? Seria tão bom! E nesses pensamentos, também me pergunto por que formamos amizade. Sabia que eles atrapalham? Se fossemos menos sociáveis não existiriam ciúmes, brigas, intrigas e até mesmo morte. Ciúmes é uma coisa que atrapalha todos os relacionamentos... As mães morrem de medo de perder os filhos, os namorados e também os já casados ficam inseguros, os amigos no fundo no fundo sentem ciúmes por ser deixado de lado por alguns minutinhos. Se um relacionamento traz tanto sofrimento, por que nos relacionamos? Amar e ser amado é tão bom, porém às vezes nos traz tanto sofrimento. Chega a doer a cabeça!

Assim, minha conclusão é que viver é um eterno sofrimento. Ou seja, sofrer também é viver e tudo isso faz parte da nossa vida. Viver sem sofrimento não é viver. Você já conquistou algo muito importante sem sofrer? Acredito que não. Penso que minha vida se perderá em pouco tempo, mas um anjo me disse que sofrer é só para os fortes. A morte me causa certo arrepio, mas deixo nas mãos de Deus. Foi ele quem me criou e sabe muito bem quando essa hora chegará.

Enquanto isso continuo sofrendo e deixando as lágrimas molharem o meu rosto...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Encéfalo Altamente Desenvolvido (Ser Humano?)



Se o ser humano tem um encéfalo altamente desenvolvido e preza alimentar os porcos do que os seres humanos... Dessa forma, não chegamos nem mesmo a ser melhor que os próprios porcos. Ou seja, os seres humanos comem aquilo que até os porcos rejeitam!

Viva os Seres Humanos!

Documentário Ilha das Flores - 1989



Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Ficha Técnica

Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra GulartFotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo BarthTrilha original Geraldo Flach Empresa(s) produtora(s)Casa de Cinema de Porto Alegre Narração Paulo José

Prêmios

Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991

As florestas são de todos os brasileiros



Quem disse que as florestas brasileiras, as mais lindas e diversas do mundo, seriam deixadas para uso apenas do agronegócio? Elas deveriam ser também de indígenas, perfumistas, escritores, botânicos e muitos outros.
Inúmeros segmentos da sociedade brasileira têm interesses nas florestas, todos têm algo a ver com elas, vivem delas, sonham com elas, levam a vida falando delas. Alguns vivem dentro delas. O brasileiro é um bicho-do-mato atávico, que mora em cidade, mas gosta do rural… e também da Amazônia, da mata, do cerrado, da caatinga, do Pantanal.
Ter florestas é bom, não apenas para produzir madeira, carvão vegetal, celulose, grãos e comida, mas, também, para brincar, fotografar, cantar, orar, admirar, passear, imaginar, usar, estudar, fantasiar, pesquisar. Elas são a vida.
O mundo precisa de florestas para manter o equilíbrio dinâmico entre atmosfera, oceanos, animais e fauna; elas retêm um estoque de gases de efeito estufa e protegem a vida no planeta. A cada árvore que cai uma quantidade de gás carbônico sobe na atmosfera. A biodiversidade do planeta, hoje cada vez mais ameaçada, vive nas florestas, principalmente é parte do sistema terrestre. Elas embaralham a vida – lindamente, magicamente.
Mas, por que razão o substitutivo ora em discussão na Câmara de Deputados fala apenas de proprietários rurais, fazendeiros e agronegócio? A lei ora em votação na Câmara deixará de fora algumas galeras que, embora não produzam sequer um quilo de nada, usam sua inteligência para criar coisas imateriais de grande utilidade para entender a vida. Não podemos aceitar que o novo Código Florestal seja aprovado sem ninguém falar com essas galeras. Os deputados têm o dever de falar com o povo brasileiro sobre coisa tão importante como as matas.

Quem são as pessoas e seres que gostam de florestas, protegem-nas e amam-nas? Você, leitor, é uma delas?

Autor: Milton Nogueira

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Falta de Sorte ou Providência Divina?



No último final de semana foi uma mistura de ação social, diversão, cansaço e negação. No sábado a correria começou logo pela manhã, doação de sangue, depois almoço, mais tarde um cineminha com um pouquinho de gripe e para fechar com chave de ouro, programação de casais incrementado com febre, dor no corpo, fome, cansaço, falta de paciência, vontade de tomar banho e dormir. O Domingo foi dia de serviço junto aos diáconos, que por falta de sorte foi encerrado com dor de estomago e de barriga. Será que foi falta de sorte?

Conforme havia combinado com minha noiva, fui realizar uma das mais belas ações que o ser humano pode exercer, doar uma parte do meu sangue para pessoas que carecem da mesma substância. Levantei bem cedinho já mal humorado, pois havia ficado acordado até 02:00 da manhã vendo um filme de Quentin Tarantino. Quem já viu os filmes desse diretor, sabe muito bem que eles prendem a atenção e agüentamos até a última energia ser esgotada. Pois bem, saí e fui direto para o Hemocentro achando que seria atendido o mais rápido possível. Pobre ilusão, fiquei quase 3 horas para passar por todo o processo de triagem e finalmente doar o liquido milagroso. Ufa! Saí de lá feliz e nervoso ao mesmo tempo. Encontrei com minha noiva e planejamos almoçar e pegar um cineminha. Parecia que o plano seria executado da mais bela forma possível, porém um vírus ou sabe-se lá o que era, me pegou de jeito! No cinema, não conseguia encontrar uma posição confortável. O filme, magicamente tornou-se uma tortura de ser assistido. Permaneci até o término (literalmente). Saindo de lá, fomos para o encontro de casais... Acho que foi às duas horas mais longas que eu tive na minha vida! Não conseguia prestar atenção em nada e os sintomas começaram à aparecer mais nitidamente. Corpo dolorido, olhos ardendo, dor de cabeça, garganta seca e um frio insuportável. Foi uma provação daquelas! Cheguei na casa da minha noiva quase morto de tanto sofrimento... A noite, comecei a refletir sobre minha vida, minha existência, meus amigos, familiares, casamento e principalmente minha noiva. Ao som de uma música que falava sobre solidão, elevei minha mente e coração a Deus, me senti confortável com sua presença e por todo cuidado. E isso não ocorria fazia um bom tempo.

Mas minha saga não termina no sábado, pois o domingo foi o dia de pura labuta. Sou introdutor (Quase diácono) da igreja, ou seja, recepciono todos na entrada, sirvo lanche para a criançada, organizo a igreja antes da escola bíblica dominical e também antes do culto. Para vocês terem uma idéia, são dois turnos que juntos somam 7 horas de serviço. Como eu sabia que não teria ninguém para me substituir, levantei bem cedo e fui para o trabalho... Mas apesar de todo cansaço, faço isso com muita alegria no coração, pois o trabalho é para honra e glória ao nosso Deus todo poderoso. Como ontem estava bem frio e estamos no mês de aniversário da igreja, foi servido caldo de feijão e de mandioca para todos os membros. Estava tão bom, que eu comi cerca de umas 3 tijelas de caldo...  Acabou o serviço e fui para casa dormir. Acordei hoje com dor no estômago e uma dor de barriga terrível.

Assim, cheguei à conclusão que apesar das dificuldades temos que trabalhar com força de vontade, principalmente se for para obra de Deus. Reclamei diversas vezes que estava mal e que não daria conta de fazer nada... Porém persisti e fui até o final! E nessa loucura de doença e correria, no sábado à noite pensei bastante em Deus, nos meus familiares, nos meus amigos, no meu casamento que já está bem pertinho e principalmente na minha noiva. Nessas reflexões, me perguntei se pensamos em Deus somente em situações de sofrimento. Será que nos lembramos Dele somente no desespero? Será que agradecemos todos os dias por tudo que recebemos Dele? Somos todos egoístas? Será que apenas uma gripe poderia negar todo o sofrimento de Jesus na cruz? Será que fazemos tudo que Ele gostaria que fizéssemos? Será que estamos fazendo da maneira correta? Será que tudo que aconteceu comigo foi falta de sorte ou foi para refletir em minha vida e voltar os meus olhos para Deus? 

De fato, nada disso foi por acaso...

Os Benefícios da Música


Independentemente do som que você curta, todo mundo precisa de alguma coisa para escutar. Um mundo sem canções seria algo sem graça, pois, as melodias e harmonias fazem parte de nossas vidas. Em uma vida contemporânea cada vez mais barulhenta, elas se tornam cada vez mais necessárias. Vai dizer que você nunca ouviu alguma música que lhe tranqüilizou? Ou, alguma que fez com que respirasse fundo, pois retratava algum momento especial da sua vida? Pois é, muitas canções, através de suas palavras e notas musicais nos remetem a uma sensação de paz e felicidade e nos transportando para um estado até mesmo de graça. 


Não é de hoje que o homem sabe que a música faz bem para a sua saúde. Desde a Grécia antiga já havia estudos sobre isso. O filósofo Aristóteles, por exemplo, no século V a.C, reparou que as canções causavam uma influência positiva sobre o corpo humano e passou a utilizá-las para ajudar pessoas que sofriam com problemas psicológicos.



Em 1500 a.C, Papiros de Kahun, percebeu que a música trazia benefícios a mulheres grávidas e passou a usufruir dela, para ajudar durante a gestação. Mas, foi somente após a primeira guerra mundial, que as melodias passaram a serem utilizadas em hospitais como terapia para veteranos de batalhas. A partir de então, essa ciência não parou de evoluir.



Nos dias atuais existem até cursos que formam profissionais que tratam pacientes com problemas físicos, mentais e sociais através do uso da música e sons. Através da utilização de instrumentos musicais, vocais ou ruídos é possível tratar diversos problemas. Portadores de distúrbios da fala, além de pessoas com deficiências auditivas, mentais, estudantes com dificuldades de aprendizado ou até mesmo pacientes com câncer ou aids, podem ser tratados por musicoterapeutas, que são os profissionais que estudam essa área.


Pelo forte impacto causado pela música no cérebro humano, recomenda-se que ela seja introduzida na vida das crianças desde cedo. Ela ajuda na prevenção de mal de Alzheimer e reduz a ansiedade e a solidão podendo assim evitar a depressão. Por diminuir o estresse, ela permite que o corpo fique mais relaxado, deixando o sistema imunológico livre para trabalhar no seu potencial máximo, ajudando assim a combater doenças cotidianas: como gripes e resfriados.



São inúmeros os benefícios que a música traz para nossa saúde e mente. Ela nos torna mais humanos, nos ajudando a entender o sentimento do próximo, melhorando o relacionamento com as pessoas. Através da música é possível protestar, impor uma opinião, mover multidões, podendo assim mudar toda uma geração. A música não faz bem somente a uma pessoa e sim ao mundo todo. Respeitando o gosto de cada um e não abusando da altura do som, a música só tende a lhe te fazer o bem. Por isso cante, ouça, sinta todo o poder que um som pode trazer. 





Você conhece Musicoterapia? 

"Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo para facilitar, e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.
A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento". 
(Federação Mundial de Musicoterapia Inc. 1996 )



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Uma esperança: a Era do Ecozóico



Quem leu meu artigo anterior O antropoceno:uma nova era geológica deve ter ficado desolado. E com razão, pois, quis intencionalmente provocar tal sentimento. Com efeito, a visão de mundo imperante, mecanicista, utilitarista, antropocêntrica e sem respeito pela Mãe Terra e pelos limites de seus ecossistemas só pode levar a um impasse perigoso: liquidar com as condições ecológicas que nos permitem manter nossa civilização e a vida humana neste esplendoroso Planeta.

Mas como tudo tem dois lados, vejamos o lado promissor da atual crise: o alvorecer de uma nova era, a do Ecozóico. Esta expressão foi sugerida por um dos maiores astrofísicos atuais, diretor do Centro para a História do Universo, do Instituto de Estudos Integrais da Califórnia: Brian Swimme.
Que significa a Era do Ecozóico? Significa colocar o ecológico como a realidade central a partir da qual se organizam as demais atividades humanas, principalmente a econômica, de sorte que se preserve o capital natural e se atenda as necessidades de toda a comunidade vida presente e futura. Disso resulta um equilíbrio em nossas relações para com a natureza e a sociedade no sentido da sinergia e da mútua pertença deixando aberto o caminho para frente.

Vivíamos sob o mito do progresso. Mas este foi entendido de forma distorcida como controle humano sobre o mundo não-humano para termos um PIB cada vez maior. A forma correta é entender o progresso em sintonia com a natureza e sendo medido pelo funcionamento integral da comunidade terrestre. O Produto Interno Bruto não pode ser feito à custa do Produto Terrestre Bruto. Aqui está o nosso pecado original.
Esquecemos que estamos dentro de um processo único e universal – a cosmogênese – diverso, complexo e ascendente. Das energias primordiais chegamos à matéria, da matéria à vida e da vida à consciência e da consciência à mundialização. O ser humano é a parte consciente e inteligente deste processo. É um evento acontecido no universo, em nossa galáxia, em nosso sistema solar, em nosso Planeta e nos nossos dias.

A premissa central do Ecozóico é entender o universo enquanto conjunto das redes de relações de todos com todos. Nós humanos, somos essencialmente, seres de intrincadíssimas relações. E entender a Terra com um superorganismo vivo que se autoregula e que continuamente se renova. Dada a investida produtivista e consumista dos humanos, este organismo está ficando doente e incapaz de “digerir” todos os elementos tóxicos que produzimos nos últimos séculos. Pelo fato de ser um organismo, não pode sobreviver em fragmentos mas na sua integralidade. Nosso desafio atual é manter a integridade e a vitalidade da Terra. O bem-estar da Terra é o nosso bem-estar.




Mas o objetivo imediato do Ecozóico não é simplesmente diminuir a devastação em curso, senão alterar o estado de consciência, responsável por esta devastação. Quando surgiu o cenozóico (a nossa era há 66 milhões de anos) o ser humano não teve influência nenhuma nele. Agora no Ecozóico, muita coisa passa por nossas decisões: se preservamos uma espécie ou um ecossistema ou os condenamos ao desaparecimento. Nós copilotamos o processo evolucionário.

Positivamente, o que a era ecozóica visa, no fim das contas, é alinhar as atividades humanas com as outras forças operantes em todo o Planeta e no Universo, para que um equilíbrio criativo seja alcançado e assim podermos garantir um futuro comum. Isso implica um outro modo de imaginar, de produzir, de consumir e de dar significado à nossa passagem por este mundo. Esse significado não nos vem da economia mas do sentimento do sagrado face ao mistério do universo e de nossa própria existência.Isto é a espiritualidade. 

Mais e mais pessoas estão se incorporando à era ecozóica. Ela, como se depreende, está cheia de promessas. Abre-nos uma janela para um futuro de vida e de alegria. Precisamos fazer uma convocação geral para que ela seja generalizada em todos os âmbitos e plasme a nova consciência.


Autor: Leonardo Boff



Cursou Filosofia em Curitiba-PR e Teologia em Petrópolis-RJ. Doutorou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de Munique-Alemanha, em 1970. Ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959. Durante 22 anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica em Petrópolis. Professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e universidades no Brasil e no exterior, além de professor-visitante nas universidades de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard (EUA), Basel (Suíça) e Heidelberg (Alemanha).
Esteve presente nos inícios da reflexão que procura articular o discurso indignado frente à miséria e à marginalização com o discurso promissor da fé cristã gênese da conhecida Teologia da Libertação. Foi sempre um ardoroso defensor da causa dos Direitos Humanos, tendo ajudado a formular uma nova perspectiva dos Direitos Humanos a partir da América Latina, com "Direitos à Vida e aos meios de mantê-la com dignidade".
É doutor honoris causa em Política pela universidade de Turim (Itália) e em Teologia pela universidade de Lund (Suécia), tendo ainda sido agraciado com vários prêmios no Brasil e no exterior, por causa de sua luta em favor dos fracos, dos oprimidos e marginalizados e dos Direitos Humanos.
Em 1992 renunciou às suas atividades de padre e se auto-promoveu ao estado leigo. "Mudou de trincheira para continuar a mesma luta": continua como teólogo da libertação, escritor, professor e conferencista nos mais diferentes auditórios do Brasil e do estrangeiros, assessor de movimentos sociais de cunho popular libertador, como o Movimento dos Sem Terra e as comunidades eclesiais de base (CEB's), entre outros.
Em 8 de Dezembro de 2001 foi agraciado com o premio nobel alternativo em Estocolmo (Right Livelihood Award).
Atualmente vive no Jardim Araras, região campestre ecológica do município de Petrópolis-RJ e compartilha vida e sonhos com a educadora/lutadora pelos Direitos a partir de um novo paradigma ecológico, Marcia Maria Monteiro de Miranda. Tornou-se assim ‘pai por afinidade’ de uma filha e cinco filhos compartilhando as alegrias e dores da maternidade/paternidade responsável. Vive, acompanha e re-cria o desabrochar da vida nos "netos" Marina , Eduardo, Maira, Luca e Yuri