sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sobre felicidade, pobreza, crescimento e vontade de Deus



Quando voltei da minha lua de mel, logo me deparei com a realidade nua e crua composta de morte, trabalho, responsabilidades, desligamento de vínculos afetivos, crescimento e também muito amor. Sei que esses elementos fazem parte para o nosso crescimento, mas por que dói tanto? Por que a realidade é tão fria e sem sentimentos? Por que é importante crescer?

Para começar estava eu e minha esposa em Maceió/AL, lugar abençoado por Deus pelas belezas naturais e culturais. Foram os 6 dias mais felizes da minha vida, pois estava ao lado da pessoa que eu amo em um lugar paradisíaco.  Essa fusão de elementos fazem o lugar ficar dez vezes mais bonito do que já é... Também foi nossa primeira viagem sozinhos, também foi a primeira vez que andamos de avião, havia 7 anos que eu não chegava perto do mar e também nunca tinha comido tapioca. Foi a viagem mais inesquecível da minha vida, mas com o passar do tempo passei a ver o lugar com outros olhos. Percebi que as belezas naturais são quase artificiais, pois o que me pareceu é que apenas os turistas e as pessoas com poder aquisitivo podem usufruir dessa beleza. Nunca vi tanta pobreza na praia e nas ruas da cidade, não de casas e ruas em si, mas nas pessoas propriamente dito, nos olhares e gestos.

Nos despedimos de Maceió/AL e voltamos para Belo Horizonte com o intuito de realizar a mudança o mais breve possível, pois já estávamos com quase tudo em caixas e preparado para levar a casa nova. Porém, o choque de realidade logo bateu! Tivemos que instalar chuveiro, gás, lâmpadas, limpar a casa inteira, montar móveis, fazer compras e principalmente gastar muito dinheiro para ter um pouco mais de conforto. Em poucos dias voltamos a estudar e uma noticia me abalou completamente, onde eu descobri que um grande professor que eu tive a honra de assistir suas aulas por 1 ano inteiro faleceu em um acidente de carro. Essa perda foi muito sofrida e até hoje eu não paro de pensar nele nem por um segundo. Após essa perda lastimável, fiquei me questionando como a morte nos ronda todo o tempo... Ano passado um grande amigo meu morreu, alguns anos antes minha vó também vinha a falecer, o pai de um amigo meu morreu tem poucos dias e esses dados não param por ai. Quando eu era criança não me lembro de tanta morte assim, porém quando a gente cresce perece que esses fatos passam a se repetir cada vez com mais frequência. Pessoas dizem que esses fatos existem para a gente crescer e que fazem parte do nosso amadurecimento natural. 

Assim, chego a conclusão que crescimento é sofrimento. A lua de mel e toda felicidade que eu tive em Maceió é apenas a preparação para o sofrimento que eu teria que presenciar em Belo Horizonte. Acho que a vida oscila dessa forma, momentos alegres e logo em seguida momentos de tristeza para o "tal" crescimento natural. Será que sofrer é tão necessário assim? Será que crescer também é importante? Dessa forma pensamos que o não crescer pode ser a melhor saída... Porém, o crescimento quem dá é Deus e isso independe de nossa vontade.

Que Deus faça a sua vontade em nossas vida...

Fotos de Maceió:




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cansei desse marasmo



Definitivamente me cansei do asfalto! Em toda a minha vida afirmei que a cidade era a melhor escolha para mim,  pois dentro dela eu tenho tudo que eu necessito. Porém, estou presenciado um desenvolvimento totalmente contra a natureza. No meu bairro, por exemplo, quase toda semana eu vejo os funcionários da CEMIG cortando árvores para melhorar a transmissão de energia, ou o prédio ao lado que cortou cerca de 4 árvores para transformar em bancos e isso também inclui o meu prédio que cortou 3 palmeiras de quase 30 anos por que as folhas eram pesadas e poderiam machucar alguém. Esses exemplos são os "menos" degradantes, pois não citei ainda as obras do Mineirão que derrubou quase por completo todas as árvores do estacionamento e também o viaduto que vai ligar a Antônio Carlos ao Mineirão e derrubou boa parte da mata da UFMG em troca de estacionamento para a universidade.

Diante dessa situação, percebo que eu não quero mais essa urbanização destruidora. Cansei de ver árvores sendo destruídas para maior conforto de nós urbanos. Não quero mais compactuar com essas destruições de causas banais. Se pararmos para pensar e analisarmos que as árvores tem um poder essencial para a manutenção da biodiversidade, tenho certeza que não derrubaríamos tanto para aumentarmos a urbanização. As árvores abrigam diversas especies de formigas, fungos, bactérias, pássaros, mamíferos, oferece sombra, equilibra de certa forma a temperatura de uma micro-região, libera oxigênio e ainda tem o poder de armazenar carbono. A partir disso, qual o sentido de acabar com as árvores? Se continuarmos assim, vamos diminuir toda essa biodiversidade e consequentemente piorar nossa qualidade de vida.

Portanto, quero fugir desse marasmo e ir para um lugar onde tenha tranquilidade, horta, cachorro, plantas, ar puro e principalmente árvores. Cansei dessa urbanização, cansei do estresse da cidade grande, cansei desse ar poluído, cansei desse apartamento, cansei do asfalto, cansei do concreto... Cansei daqui! Como diz Elis Regina: "Eu quero uma casa no campo, Onde eu possa ficar no tamanho da paz. [...] Eu quero o silêncio das línguas cansadas. [...] Eu quero plantar e colher com a mão, a pimenta e o sal [...] Onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, E nada mais.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Recordar é Viver!


Através de um incenso que mexeu com meu estado de espirito, essa música surgiu em minha mente de forma inexplicável...  Fiquei imaginando como o cheiro tem esse poder.
É possível lembrar de muita coisa apenas quando se sente um cheiro por um breve momento. As vezes consigo me lembrar de coisas da infância, como por exemplo, o cheiro do armário da minha madrinha quando eu tinha uns 5 anos, o cheiro de café sendo torrado na roça ou até mesmo o cheiro do cangote da minha avó. Me lembro do cheirinho do cobertor quando eu morava em Ouro Branco.... Que saudade!
Cheiro é uma coisa tão marcante...
Acho que esse momento também vai ficar marcado em minha memória, escutando Caetano Veloso com um maravilhoso incenso Indiano.
Recordar é viver!

Sampa

Caetano Veloso


Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

domingo, 26 de junho de 2011

Brasil vai defender sustentabilidade... Como assim?



O Brasil vai defender a fixação de metas globais para o desenvolvimento sustentável na Rio+20, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento sustentável. No encontro de chefes de Estado, que acontecerá no Rio de Janeiro, em maio e junho do ano que vem, o país vai propor um compromisso mundial para o cumprimento de um novo tipo de Metas do Milênio, só que ambientais.
As Metas do Milênio foram acordadas por todos os países-membros da ONU em 2000. Elas estabelecem oito objetivos a serem cumpridos até 2015 com o intuito de garantir melhores condições de vida à população global. Fazem parte das metas a erradicação da pobreza extrema, a promoção da igualdade entre os sexos e o combate à aids, por exemplo.
A proposta do Brasil é construir um novo pacto entre todos os chefes de Estado do mundo em 2012. Durante a Rio+20, diplomatas brasileiros vão negociar o estabelecimento de metas gerais de desenvolvimento sustentável que possam pautar políticas individuais relacionadas à geração de energia, hábitos de consumo e outros temas ligados à sustentabilidade.
A ideia desse novo pacto foi apresentada nesta terça-feira 21 pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, negociador brasileiro nas discussões sobre mudanças climáticas, em uma reunião preparatória da Rio+20, realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, a iniciativa do acordo surgiu na Colômbia e será levada à frente pelo Brasil, que presidirá a conferência.
“Essa é uma ideia de que nós gostamos muito, que vamos apoiar”, afirmou Corrêa Lago. “Depois, nós vamos negociar e ver que tipos de metas de desenvolvimento sustentável nós podemos desenvolver e também se há um acordo em torno disso.”
O embaixador disse que alguns países, além do Brasil e da Colômbia, já discutem a criação das metas de desenvolvimento sustentável. Ele explicou também que essas metas seriam um compromisso político, igual para todos os países e não seriam usadas para punir quem não as cumpre, mas como incentivo à sustentabilidade. As metas também não substituiriam os acordos internacionais para redução de emissão de gases causadores de efeito estufa e de combate às mudanças climáticas.
O embaixador admite, no entanto, que a proposta pode não avançar durante a conferência no Rio de Janeiro. “Alguns países temem que isso [as metas] seja um peso a mais.” Na esperança de que a proposta do estabelecimento de metas ambientais seja aprovada, Lago ressaltou que compromissos assim fazem com que governo, iniciativa privada e população trabalhem juntos para o desenvolvimento de uma economia verde.
O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que já foi negociador do Brasil nas conversas diplomáticas sobre mudanças climáticas, também acredita que não será uma tarefa simples estabelecer as metas de sustentabilidade. Ele, contudo, acredita que elas serão muito importantes para a definição de uma nova forma de desenvolvimento para o mundo. “Não é simples, nem fácil. Mas é possível”, disse. “Nós temos que ter metas globais, gerais, que deem uma direção à economia verde.”

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasil-quer-incluir-desenvolvimento-sustentavel-nas-metas-do-milenio


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O que não da para entender é como um país que aprova um código florestal totalmente contra a natureza, libera a permanência do canteiro de obras em Belo Monte que não existe em lei, logo após autoriza a construção da hidrelétrica com inúmeras irregularidades e ainda vêm com esse papo de defender a sustentabilidade? Dá para entender?
O dinheiro move o mundo...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fiodor Mikhailovich Dostoievski



Aqui vai uma das minhas maiores paixões por literatura...  

Fiodor Mikhailovich Dostoievski foi uma das maiores personalidades da literatura russa, tido como fundador do Realismo.


Sua mãe morreu quando ele era ainda muito jovem e seu pai, o médico Mikhail Dostoievski, foi assassinato pelos próprios colonos de sua propriedade rural em Daravoi, que o julgavam autoritário. Esse fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski e motivou o polêmico artigo de Freud: "Dostoiévski e o Parricídio".




Em São Petersburgo, Dostoiévski estudou engenharia numa escola militar e se entregou à leitura dos grandes escritores de sua época. Epilético, teve sua primeira crise depois de saber que seu pai fora assassinado. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac ("Eugénie Grandet"). No ano seguinte escreveu seu primeiro romance, "Pobre Gente", que foi bem recebido pelo público e pela crítica.




Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1o e passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk e mais cinco como soldado raso. Descreveu a terrível experiência no livro "Recordações da Casa dos Mortos" e em "Memórias do Subsolo".


Suas crises sistemáticas de epilepsia, que ele atribuía a "uma experiência com Deus", tiveram papel importante em suas crenças. Inspirado pelo cristianismo evangélico, passou a pregar a solidariedade como principal valor da cultura eslava. Em 1857 casou-se com Maria Dmitrievna Issaiev, uma viúva difícil e caprichosa. Dois anos depois retornou a Petersburgo. Em 1862 conheceu Polina Suslova, que viria a ser o seu romance mais profundo. Em 1864, viúvo de Maria, terminou seu caso com Polina e em 1867 casou-se com Anna Snitkina.

Entre suas obras destacam-se: "Crime e Castigo", "O Idiota", "O Jogador", "Os Demônios", "O Eterno Marido" e "Os Irmãos Karamazov".

Publicou também contos e novelas. Criou duas revistas literárias e ainda colaborou nos principais órgãos da imprensa russa.

Seu reconhecimento definitivo como escritor universal surgiu somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: "O Idiota" e "Crime e Castigo". Seu último romance, "Os Irmãos Karamazov", é considerado por Freud como o maior romance já escrito.



Obra Completa:


Romances

  • 1846 - Bednye lyudi (Бедные люди); Em Português: Gente Pobre
  • 1846 - Dvoinik (Двойник. Петербургская поэма); Em Português O Duplo: Poema de Petersburgo
  • 1849 - Netochka Nezvanova (Неточка Незванова); Em português: Niétochka Nezvánova
  • 1859 - Dyadyushkin son (Дядюшкин сон); Em Português: O Sonho do Tio, ou O Sonho de Titio, ou o Sonho do Príncipe
  • 1859 - Selo Stepanchikovo i ego obitateli (Село Степанчиково и его обитатели); Em Português: Aldeia de Stiepantchikov e seus Habitantes ou A vila de Stepanhchikov e seus habitantes.
  • 1861 - Unijennye i oskorblennye (Униженные и оскорбленные); Em Português: Humilhados e Ofendidos
  • 1862 - Zapiski iz mertvogo doma (Записки из мертвого дома); Em Português: Recordações da Casa dos Mortos ou Memórias da Casa Morta
  • 1864 - Zapiski iz podpolya (Записки из подполья); Em Português: Memórias do Subsolo, Notas do Subterrâneo, A Voz do Subsolo, Cadernos do Subsolo
  • 1866 - Prestuplenie i nakazanie (Преступление и наказание); Em Português: Crime e Castigo
  • 1867 - Igrok (Игрок); Em Português: O Jogador
  • 1869 - Idiot (Идиот); Em Português: O Idiota
  • 1870 - Vechnyj muzh (Вечный муж); Em Português: O Eterno Marido
  • 1872 - Besy (Бесы); Em Português: Os Demônios ou Os Possessos
  • 1875 - Podrostok (Подросток); Em Português: O Adolescente
  • 1881 - Brat'ya Karamazovy (Братья Карамазовы); Em Português: Os Irmãos Karamazov

Novelas e contos

  • 1846 - Gospodin Prokharchin (Господин Прохарчин); Em Português: Senhor Prokhartchin
  • 1847 - Roman v devyati pis'mahh (Роман в девяти письмах); Em Português: Romance em Nove Cartas
  • 1847 - Khozyajka (Хозяйка); Em Português: A Senhoria ou A Dona da Casa
  • 1848 - Polzunkov (Ползунков); Em Português:Pol'zunkov
  • 1848 - Slaboe serdze (Слабое сердце); Em Português: Coração Fraco
  • 1848 - Tchestnyj vor (Честный вор); Em Português: O Ladrão Honesto
  • 1848 - Elka i svad'ba (Елка и свадьба); Em Português: Uma Árvore de Natal e Uma Boda
  • 1848 - Tchujaya jena i muj pod krovat'yu (Чужая жена и муж под кроватью); Em Português: [[O homem debaixo da
cama] ou A Mulher Alheia e o Homem Debaixo da Cama
  • 1848 - Belye nochi (Белые ночи); Em Português: Noites Brancas
  • 1849 - Malen'kij geroi (Маленький герой); O Pequeno Herói
  • 1862 - Skvernyj anekdot (Скверный анекдот); Uma História Suja ou Uma História Lamentável
  • 1865 - Krokodil (Крокодил); Em Português: O Crocodilo
  • 1873 - Bobok (Бобок); Em Português:Bóbok
  • 1876 - Krotkaia (Кроткая); Em Português: Uma Criatura Gentil, também A Dócil, A Meiga, Ela era doce e humilde e Ela.
  • 1876 - Mujik Marej (Мужик Марей); Em Português: O Mujique Marei
  • 1876 - Mal'chik u Hrista na elke (Мальчик у Христа на ёлке); Em Português: Uma Árvore de Natal e Uma Boda
  • 1877 - Son smeshnogo tcheloveka (Сон смешного человека); Em Português: O Sonho de um Homem Ridículo

Não ficção

  • 1863 – Ziminie Zamietki o lietnikh vpyetchatleniiakh (Зимние заметки о летних впечатлениях); Em Português: Notas de Inverno sobre Impressões de Verão
  • 1873 – 1878 Dnievnik pissatelia (Дневник писателя); Em Português: Diário de um Escritor

Cartas

Suas cartas foram publicadas postumamente em antologias diversas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sentimentos



Por que temos sentimentos? Acho que às vezes devemos ser duros como concreto e não ser abalados por nada. Acho que se fossemos assim, sofreríamos menos e viveríamos melhores. Sei que os seres humanos são os únicos que têm essa característica tão peculiar, mas às vezes gostaria de ser um animal inabalável. Sofremos com o bem, sofremos com o mal... Choramos de alegria e também de dor. Por que somos assim? Por que Deus nos fez assim? Por que diferenciamos dos outros seres?

Às vezes antes de dormir imagino como seria bom se não fossemos apegados com as coisas e com os outros... Imagina se o mundo fosse assim? Seria tão bom! E nesses pensamentos, também me pergunto por que formamos amizade. Sabia que eles atrapalham? Se fossemos menos sociáveis não existiriam ciúmes, brigas, intrigas e até mesmo morte. Ciúmes é uma coisa que atrapalha todos os relacionamentos... As mães morrem de medo de perder os filhos, os namorados e também os já casados ficam inseguros, os amigos no fundo no fundo sentem ciúmes por ser deixado de lado por alguns minutinhos. Se um relacionamento traz tanto sofrimento, por que nos relacionamos? Amar e ser amado é tão bom, porém às vezes nos traz tanto sofrimento. Chega a doer a cabeça!

Assim, minha conclusão é que viver é um eterno sofrimento. Ou seja, sofrer também é viver e tudo isso faz parte da nossa vida. Viver sem sofrimento não é viver. Você já conquistou algo muito importante sem sofrer? Acredito que não. Penso que minha vida se perderá em pouco tempo, mas um anjo me disse que sofrer é só para os fortes. A morte me causa certo arrepio, mas deixo nas mãos de Deus. Foi ele quem me criou e sabe muito bem quando essa hora chegará.

Enquanto isso continuo sofrendo e deixando as lágrimas molharem o meu rosto...