quarta-feira, 29 de junho de 2011

Recordar é Viver!


Através de um incenso que mexeu com meu estado de espirito, essa música surgiu em minha mente de forma inexplicável...  Fiquei imaginando como o cheiro tem esse poder.
É possível lembrar de muita coisa apenas quando se sente um cheiro por um breve momento. As vezes consigo me lembrar de coisas da infância, como por exemplo, o cheiro do armário da minha madrinha quando eu tinha uns 5 anos, o cheiro de café sendo torrado na roça ou até mesmo o cheiro do cangote da minha avó. Me lembro do cheirinho do cobertor quando eu morava em Ouro Branco.... Que saudade!
Cheiro é uma coisa tão marcante...
Acho que esse momento também vai ficar marcado em minha memória, escutando Caetano Veloso com um maravilhoso incenso Indiano.
Recordar é viver!

Sampa

Caetano Veloso


Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

domingo, 26 de junho de 2011

Brasil vai defender sustentabilidade... Como assim?



O Brasil vai defender a fixação de metas globais para o desenvolvimento sustentável na Rio+20, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento sustentável. No encontro de chefes de Estado, que acontecerá no Rio de Janeiro, em maio e junho do ano que vem, o país vai propor um compromisso mundial para o cumprimento de um novo tipo de Metas do Milênio, só que ambientais.
As Metas do Milênio foram acordadas por todos os países-membros da ONU em 2000. Elas estabelecem oito objetivos a serem cumpridos até 2015 com o intuito de garantir melhores condições de vida à população global. Fazem parte das metas a erradicação da pobreza extrema, a promoção da igualdade entre os sexos e o combate à aids, por exemplo.
A proposta do Brasil é construir um novo pacto entre todos os chefes de Estado do mundo em 2012. Durante a Rio+20, diplomatas brasileiros vão negociar o estabelecimento de metas gerais de desenvolvimento sustentável que possam pautar políticas individuais relacionadas à geração de energia, hábitos de consumo e outros temas ligados à sustentabilidade.
A ideia desse novo pacto foi apresentada nesta terça-feira 21 pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, negociador brasileiro nas discussões sobre mudanças climáticas, em uma reunião preparatória da Rio+20, realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, a iniciativa do acordo surgiu na Colômbia e será levada à frente pelo Brasil, que presidirá a conferência.
“Essa é uma ideia de que nós gostamos muito, que vamos apoiar”, afirmou Corrêa Lago. “Depois, nós vamos negociar e ver que tipos de metas de desenvolvimento sustentável nós podemos desenvolver e também se há um acordo em torno disso.”
O embaixador disse que alguns países, além do Brasil e da Colômbia, já discutem a criação das metas de desenvolvimento sustentável. Ele explicou também que essas metas seriam um compromisso político, igual para todos os países e não seriam usadas para punir quem não as cumpre, mas como incentivo à sustentabilidade. As metas também não substituiriam os acordos internacionais para redução de emissão de gases causadores de efeito estufa e de combate às mudanças climáticas.
O embaixador admite, no entanto, que a proposta pode não avançar durante a conferência no Rio de Janeiro. “Alguns países temem que isso [as metas] seja um peso a mais.” Na esperança de que a proposta do estabelecimento de metas ambientais seja aprovada, Lago ressaltou que compromissos assim fazem com que governo, iniciativa privada e população trabalhem juntos para o desenvolvimento de uma economia verde.
O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que já foi negociador do Brasil nas conversas diplomáticas sobre mudanças climáticas, também acredita que não será uma tarefa simples estabelecer as metas de sustentabilidade. Ele, contudo, acredita que elas serão muito importantes para a definição de uma nova forma de desenvolvimento para o mundo. “Não é simples, nem fácil. Mas é possível”, disse. “Nós temos que ter metas globais, gerais, que deem uma direção à economia verde.”

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasil-quer-incluir-desenvolvimento-sustentavel-nas-metas-do-milenio


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O que não da para entender é como um país que aprova um código florestal totalmente contra a natureza, libera a permanência do canteiro de obras em Belo Monte que não existe em lei, logo após autoriza a construção da hidrelétrica com inúmeras irregularidades e ainda vêm com esse papo de defender a sustentabilidade? Dá para entender?
O dinheiro move o mundo...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fiodor Mikhailovich Dostoievski



Aqui vai uma das minhas maiores paixões por literatura...  

Fiodor Mikhailovich Dostoievski foi uma das maiores personalidades da literatura russa, tido como fundador do Realismo.


Sua mãe morreu quando ele era ainda muito jovem e seu pai, o médico Mikhail Dostoievski, foi assassinato pelos próprios colonos de sua propriedade rural em Daravoi, que o julgavam autoritário. Esse fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski e motivou o polêmico artigo de Freud: "Dostoiévski e o Parricídio".




Em São Petersburgo, Dostoiévski estudou engenharia numa escola militar e se entregou à leitura dos grandes escritores de sua época. Epilético, teve sua primeira crise depois de saber que seu pai fora assassinado. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac ("Eugénie Grandet"). No ano seguinte escreveu seu primeiro romance, "Pobre Gente", que foi bem recebido pelo público e pela crítica.




Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1o e passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk e mais cinco como soldado raso. Descreveu a terrível experiência no livro "Recordações da Casa dos Mortos" e em "Memórias do Subsolo".


Suas crises sistemáticas de epilepsia, que ele atribuía a "uma experiência com Deus", tiveram papel importante em suas crenças. Inspirado pelo cristianismo evangélico, passou a pregar a solidariedade como principal valor da cultura eslava. Em 1857 casou-se com Maria Dmitrievna Issaiev, uma viúva difícil e caprichosa. Dois anos depois retornou a Petersburgo. Em 1862 conheceu Polina Suslova, que viria a ser o seu romance mais profundo. Em 1864, viúvo de Maria, terminou seu caso com Polina e em 1867 casou-se com Anna Snitkina.

Entre suas obras destacam-se: "Crime e Castigo", "O Idiota", "O Jogador", "Os Demônios", "O Eterno Marido" e "Os Irmãos Karamazov".

Publicou também contos e novelas. Criou duas revistas literárias e ainda colaborou nos principais órgãos da imprensa russa.

Seu reconhecimento definitivo como escritor universal surgiu somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: "O Idiota" e "Crime e Castigo". Seu último romance, "Os Irmãos Karamazov", é considerado por Freud como o maior romance já escrito.



Obra Completa:


Romances

  • 1846 - Bednye lyudi (Бедные люди); Em Português: Gente Pobre
  • 1846 - Dvoinik (Двойник. Петербургская поэма); Em Português O Duplo: Poema de Petersburgo
  • 1849 - Netochka Nezvanova (Неточка Незванова); Em português: Niétochka Nezvánova
  • 1859 - Dyadyushkin son (Дядюшкин сон); Em Português: O Sonho do Tio, ou O Sonho de Titio, ou o Sonho do Príncipe
  • 1859 - Selo Stepanchikovo i ego obitateli (Село Степанчиково и его обитатели); Em Português: Aldeia de Stiepantchikov e seus Habitantes ou A vila de Stepanhchikov e seus habitantes.
  • 1861 - Unijennye i oskorblennye (Униженные и оскорбленные); Em Português: Humilhados e Ofendidos
  • 1862 - Zapiski iz mertvogo doma (Записки из мертвого дома); Em Português: Recordações da Casa dos Mortos ou Memórias da Casa Morta
  • 1864 - Zapiski iz podpolya (Записки из подполья); Em Português: Memórias do Subsolo, Notas do Subterrâneo, A Voz do Subsolo, Cadernos do Subsolo
  • 1866 - Prestuplenie i nakazanie (Преступление и наказание); Em Português: Crime e Castigo
  • 1867 - Igrok (Игрок); Em Português: O Jogador
  • 1869 - Idiot (Идиот); Em Português: O Idiota
  • 1870 - Vechnyj muzh (Вечный муж); Em Português: O Eterno Marido
  • 1872 - Besy (Бесы); Em Português: Os Demônios ou Os Possessos
  • 1875 - Podrostok (Подросток); Em Português: O Adolescente
  • 1881 - Brat'ya Karamazovy (Братья Карамазовы); Em Português: Os Irmãos Karamazov

Novelas e contos

  • 1846 - Gospodin Prokharchin (Господин Прохарчин); Em Português: Senhor Prokhartchin
  • 1847 - Roman v devyati pis'mahh (Роман в девяти письмах); Em Português: Romance em Nove Cartas
  • 1847 - Khozyajka (Хозяйка); Em Português: A Senhoria ou A Dona da Casa
  • 1848 - Polzunkov (Ползунков); Em Português:Pol'zunkov
  • 1848 - Slaboe serdze (Слабое сердце); Em Português: Coração Fraco
  • 1848 - Tchestnyj vor (Честный вор); Em Português: O Ladrão Honesto
  • 1848 - Elka i svad'ba (Елка и свадьба); Em Português: Uma Árvore de Natal e Uma Boda
  • 1848 - Tchujaya jena i muj pod krovat'yu (Чужая жена и муж под кроватью); Em Português: [[O homem debaixo da
cama] ou A Mulher Alheia e o Homem Debaixo da Cama
  • 1848 - Belye nochi (Белые ночи); Em Português: Noites Brancas
  • 1849 - Malen'kij geroi (Маленький герой); O Pequeno Herói
  • 1862 - Skvernyj anekdot (Скверный анекдот); Uma História Suja ou Uma História Lamentável
  • 1865 - Krokodil (Крокодил); Em Português: O Crocodilo
  • 1873 - Bobok (Бобок); Em Português:Bóbok
  • 1876 - Krotkaia (Кроткая); Em Português: Uma Criatura Gentil, também A Dócil, A Meiga, Ela era doce e humilde e Ela.
  • 1876 - Mujik Marej (Мужик Марей); Em Português: O Mujique Marei
  • 1876 - Mal'chik u Hrista na elke (Мальчик у Христа на ёлке); Em Português: Uma Árvore de Natal e Uma Boda
  • 1877 - Son smeshnogo tcheloveka (Сон смешного человека); Em Português: O Sonho de um Homem Ridículo

Não ficção

  • 1863 – Ziminie Zamietki o lietnikh vpyetchatleniiakh (Зимние заметки о летних впечатлениях); Em Português: Notas de Inverno sobre Impressões de Verão
  • 1873 – 1878 Dnievnik pissatelia (Дневник писателя); Em Português: Diário de um Escritor

Cartas

Suas cartas foram publicadas postumamente em antologias diversas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sentimentos



Por que temos sentimentos? Acho que às vezes devemos ser duros como concreto e não ser abalados por nada. Acho que se fossemos assim, sofreríamos menos e viveríamos melhores. Sei que os seres humanos são os únicos que têm essa característica tão peculiar, mas às vezes gostaria de ser um animal inabalável. Sofremos com o bem, sofremos com o mal... Choramos de alegria e também de dor. Por que somos assim? Por que Deus nos fez assim? Por que diferenciamos dos outros seres?

Às vezes antes de dormir imagino como seria bom se não fossemos apegados com as coisas e com os outros... Imagina se o mundo fosse assim? Seria tão bom! E nesses pensamentos, também me pergunto por que formamos amizade. Sabia que eles atrapalham? Se fossemos menos sociáveis não existiriam ciúmes, brigas, intrigas e até mesmo morte. Ciúmes é uma coisa que atrapalha todos os relacionamentos... As mães morrem de medo de perder os filhos, os namorados e também os já casados ficam inseguros, os amigos no fundo no fundo sentem ciúmes por ser deixado de lado por alguns minutinhos. Se um relacionamento traz tanto sofrimento, por que nos relacionamos? Amar e ser amado é tão bom, porém às vezes nos traz tanto sofrimento. Chega a doer a cabeça!

Assim, minha conclusão é que viver é um eterno sofrimento. Ou seja, sofrer também é viver e tudo isso faz parte da nossa vida. Viver sem sofrimento não é viver. Você já conquistou algo muito importante sem sofrer? Acredito que não. Penso que minha vida se perderá em pouco tempo, mas um anjo me disse que sofrer é só para os fortes. A morte me causa certo arrepio, mas deixo nas mãos de Deus. Foi ele quem me criou e sabe muito bem quando essa hora chegará.

Enquanto isso continuo sofrendo e deixando as lágrimas molharem o meu rosto...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Encéfalo Altamente Desenvolvido (Ser Humano?)



Se o ser humano tem um encéfalo altamente desenvolvido e preza alimentar os porcos do que os seres humanos... Dessa forma, não chegamos nem mesmo a ser melhor que os próprios porcos. Ou seja, os seres humanos comem aquilo que até os porcos rejeitam!

Viva os Seres Humanos!

Documentário Ilha das Flores - 1989



Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Ficha Técnica

Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra GulartFotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo BarthTrilha original Geraldo Flach Empresa(s) produtora(s)Casa de Cinema de Porto Alegre Narração Paulo José

Prêmios

Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991

As florestas são de todos os brasileiros



Quem disse que as florestas brasileiras, as mais lindas e diversas do mundo, seriam deixadas para uso apenas do agronegócio? Elas deveriam ser também de indígenas, perfumistas, escritores, botânicos e muitos outros.
Inúmeros segmentos da sociedade brasileira têm interesses nas florestas, todos têm algo a ver com elas, vivem delas, sonham com elas, levam a vida falando delas. Alguns vivem dentro delas. O brasileiro é um bicho-do-mato atávico, que mora em cidade, mas gosta do rural… e também da Amazônia, da mata, do cerrado, da caatinga, do Pantanal.
Ter florestas é bom, não apenas para produzir madeira, carvão vegetal, celulose, grãos e comida, mas, também, para brincar, fotografar, cantar, orar, admirar, passear, imaginar, usar, estudar, fantasiar, pesquisar. Elas são a vida.
O mundo precisa de florestas para manter o equilíbrio dinâmico entre atmosfera, oceanos, animais e fauna; elas retêm um estoque de gases de efeito estufa e protegem a vida no planeta. A cada árvore que cai uma quantidade de gás carbônico sobe na atmosfera. A biodiversidade do planeta, hoje cada vez mais ameaçada, vive nas florestas, principalmente é parte do sistema terrestre. Elas embaralham a vida – lindamente, magicamente.
Mas, por que razão o substitutivo ora em discussão na Câmara de Deputados fala apenas de proprietários rurais, fazendeiros e agronegócio? A lei ora em votação na Câmara deixará de fora algumas galeras que, embora não produzam sequer um quilo de nada, usam sua inteligência para criar coisas imateriais de grande utilidade para entender a vida. Não podemos aceitar que o novo Código Florestal seja aprovado sem ninguém falar com essas galeras. Os deputados têm o dever de falar com o povo brasileiro sobre coisa tão importante como as matas.

Quem são as pessoas e seres que gostam de florestas, protegem-nas e amam-nas? Você, leitor, é uma delas?

Autor: Milton Nogueira

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Falta de Sorte ou Providência Divina?



No último final de semana foi uma mistura de ação social, diversão, cansaço e negação. No sábado a correria começou logo pela manhã, doação de sangue, depois almoço, mais tarde um cineminha com um pouquinho de gripe e para fechar com chave de ouro, programação de casais incrementado com febre, dor no corpo, fome, cansaço, falta de paciência, vontade de tomar banho e dormir. O Domingo foi dia de serviço junto aos diáconos, que por falta de sorte foi encerrado com dor de estomago e de barriga. Será que foi falta de sorte?

Conforme havia combinado com minha noiva, fui realizar uma das mais belas ações que o ser humano pode exercer, doar uma parte do meu sangue para pessoas que carecem da mesma substância. Levantei bem cedinho já mal humorado, pois havia ficado acordado até 02:00 da manhã vendo um filme de Quentin Tarantino. Quem já viu os filmes desse diretor, sabe muito bem que eles prendem a atenção e agüentamos até a última energia ser esgotada. Pois bem, saí e fui direto para o Hemocentro achando que seria atendido o mais rápido possível. Pobre ilusão, fiquei quase 3 horas para passar por todo o processo de triagem e finalmente doar o liquido milagroso. Ufa! Saí de lá feliz e nervoso ao mesmo tempo. Encontrei com minha noiva e planejamos almoçar e pegar um cineminha. Parecia que o plano seria executado da mais bela forma possível, porém um vírus ou sabe-se lá o que era, me pegou de jeito! No cinema, não conseguia encontrar uma posição confortável. O filme, magicamente tornou-se uma tortura de ser assistido. Permaneci até o término (literalmente). Saindo de lá, fomos para o encontro de casais... Acho que foi às duas horas mais longas que eu tive na minha vida! Não conseguia prestar atenção em nada e os sintomas começaram à aparecer mais nitidamente. Corpo dolorido, olhos ardendo, dor de cabeça, garganta seca e um frio insuportável. Foi uma provação daquelas! Cheguei na casa da minha noiva quase morto de tanto sofrimento... A noite, comecei a refletir sobre minha vida, minha existência, meus amigos, familiares, casamento e principalmente minha noiva. Ao som de uma música que falava sobre solidão, elevei minha mente e coração a Deus, me senti confortável com sua presença e por todo cuidado. E isso não ocorria fazia um bom tempo.

Mas minha saga não termina no sábado, pois o domingo foi o dia de pura labuta. Sou introdutor (Quase diácono) da igreja, ou seja, recepciono todos na entrada, sirvo lanche para a criançada, organizo a igreja antes da escola bíblica dominical e também antes do culto. Para vocês terem uma idéia, são dois turnos que juntos somam 7 horas de serviço. Como eu sabia que não teria ninguém para me substituir, levantei bem cedo e fui para o trabalho... Mas apesar de todo cansaço, faço isso com muita alegria no coração, pois o trabalho é para honra e glória ao nosso Deus todo poderoso. Como ontem estava bem frio e estamos no mês de aniversário da igreja, foi servido caldo de feijão e de mandioca para todos os membros. Estava tão bom, que eu comi cerca de umas 3 tijelas de caldo...  Acabou o serviço e fui para casa dormir. Acordei hoje com dor no estômago e uma dor de barriga terrível.

Assim, cheguei à conclusão que apesar das dificuldades temos que trabalhar com força de vontade, principalmente se for para obra de Deus. Reclamei diversas vezes que estava mal e que não daria conta de fazer nada... Porém persisti e fui até o final! E nessa loucura de doença e correria, no sábado à noite pensei bastante em Deus, nos meus familiares, nos meus amigos, no meu casamento que já está bem pertinho e principalmente na minha noiva. Nessas reflexões, me perguntei se pensamos em Deus somente em situações de sofrimento. Será que nos lembramos Dele somente no desespero? Será que agradecemos todos os dias por tudo que recebemos Dele? Somos todos egoístas? Será que apenas uma gripe poderia negar todo o sofrimento de Jesus na cruz? Será que fazemos tudo que Ele gostaria que fizéssemos? Será que estamos fazendo da maneira correta? Será que tudo que aconteceu comigo foi falta de sorte ou foi para refletir em minha vida e voltar os meus olhos para Deus? 

De fato, nada disso foi por acaso...